Equoterapia

Cobertura da Equoterapia nos Planos de Saúde

Entenda a nova lei que determina a obrigatoriedade da Equoterapia nos planos de saúde do Brasil.

Em maio deste ano, foi aprovada a lei nº 13.830/2019 que determina a obrigatoriedade das operadoras e seguradoras de planos de saúde a cobrir integralmente a equoterapia para pessoas com deficiência.

Com previsão de entrar em vigor a partir do mês de novembro, a nova legislação estabelece a reabilitação e tratamento de portadores de necessidades especiais sob indicação médica.

Reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, a equoterapia busca o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência física, mental ou sensorial.

Entenda melhor como funciona o método terapêutico de equoterapia e a importância da incorporação deste benefício para os planos de saúde de segurados com diferentes tipos de necessidades.

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Cobertura de Equoterapia é incorporada nos Planos de Saúde

Válida para todo o Brasil, a nova lei estabelece a hipoterapia como uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação essencial para a reabilitação de pessoas com deficiência.

Entre as exigências, está o acompanhamento terapêutico de uma equipe especializada composta por médicos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e pedagogos.

Além disso, a legislação estipula que seja protocolado um prontuário com registros sistemáticos, periódicos e individualizado das atividades feitas pelos praticantes.

Para o centro de equoterapia operar legalmente, é preciso obter o alvará de funcionamento emitido pela Vigilância Sanitária, conforme as normas previstas em lei.

Os requisitos básicos para isso são, apresentar instalações apropriadas, equipamentos de proteção de montaria e individual e cavalos adestrados adequadamente para as atividades.

Em casos de urgência, é necessário que o espaço ofereça uma estrutura física própria para a remoção dos pacientes para unidade de saúde.

Mas afinal, o que é Equoterapia?

Conhecida também como hipoterapia, a equoterapia é um recurso terapêutico que utiliza cavalos para estimular o desenvolvimento da mente e corpo.

Este tipo de terapia ocupacional é direcionado para indivíduos portadores de deficiências ou necessidades especiais como autismo, paralisia cerebral, esclerose múltipla, síndrome de down, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, por exemplo.

Como Funciona?

Essa abordagem de tratamento é realizada em um espaço adequado e estruturado de maneira que haja espaço suficiente para o treinamento e a movimentação dos cavalos.

Na prática, a equoterapia estimula o corpo e mente humana por meio do andar do equino que faz movimentos em três eixos ou tridimensionais, como: para frente e para trás, para um lado e para o outro, e, para cima e para baixo.

Neste processo, o paciente é orientado a contrair e relaxar as pernas e os troncos para o corpo receber uma série de estímulos que melhoram sua coordenação motora, equilíbrio, percepção e outras funções cognitivas.

O cavalo deve ser bem treinado e manso para que a atividade não seja comprometida e principalmente, para evitar acidentes com os pacientes.

Por isso, durante todas as sessões é fundamental a presença do treinador do cavalo, de um terapeuta ou fisioterapeuta especializado, psicomotricista ou fonoaudiólogo para guiar os exercícios.

Benefícios

Considerada uma ótima alternativa para o tratamento de crianças com necessidades especiais, a equoterapia é capaz de alterar a resposta do sistema nervoso central e trazer excelentes resultados através dos seguintes benefícios:

  • Progresso significativo da coordenação motora;
  • Aumento da força muscular;
  • Estimula o funcionamento de órgãos internos;
  • Melhora a postura e o equilíbrio;
  • Promove a sensação de bem-estar;
  • Eleva a autoestima e autoconfiança;
  • Maior qualidade de vida;
  • Estimulação da sensibilidade tátil, visual e auditiva;
  • Favorece a interação social.

Em geral, as sessões duram cerca de 30 minutos e são realizadas uma vez por semana. Elas podem ser frequentadas por portadores de deficiência de qualquer idade, desde que não haja contra-indicação médica.

Se a operadora ou a seguradora do plano de saúde negar a cobertura da equoterapia, os interessados devem procurar órgãos judiciais para garantir os seus direitos.

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